Sobre a Obra
COMPOTEIRA DRAGÃO ESBERARD - Linda compoteira em vidro artístico dito vidrão de modelo DRAGÃO. Rara cor âmbar iridescente dita fogo. Brasil, inicio do sec. XX. 24 cm de altura. (BICADO NA FACE INTERNA DA TAMPA NÃO PERCEPTIVEL POR FORA)NOTA: Em 1882, Francisco Antonio Maria Esberard fundou a fábricaEsberard de vidro e de cristal em São Cristóvão, Rio de Janeiro. Como muitas dessas fábricas de vidro de seu tempo, o local aproveitou a proximidade dos recursos naturais - neste caso, era areia do mar, que entrava na composição do vidro. A fábrica trabalhava com quatro grandes fornos e três menores, e com máquinas a vapor e elétricas. Fabricava vidros para lampiões, janelas, copos e artigos de mesa e importava suas máquinas da Europa para fabricar garrafas e frascos. Empregava 600 pessoas entre operários e artistas do vidro. Francisco Esberard nasceu no Vaucluse, no sudeste da França, em 1836. Com apenas cinco anos, ele foi trazido ao Brasil por sua família e ele continuou o negócio de porcelana e cerâmica que havia sido iniciada por seu pai logo depois que a família estabeleceu-se no Rio de Janeiro. É evidente que a empresa foi bem sucedida, como os registros mostram que apresentaram vasos de estilo etrusco na seção brasileira na Philadelphia Grande Expo em 1876. Um livro fascinante chamado Impressões do Brasil no século XX, foi publicado em 1913, e está disponível digitalmente no Arquivo Histórico de Cubatão. Ele fornece uma história da fábrica Esberard de vidro e cristal, junto com fotos raras. O vidro Carnival foi feito na fábrica de vidros Esberard no Rio, provavelmente na época de 1920 a 1930, mas sem catálogo definitivo ou informação de arquivo não é possível precisar datas totalmente certas. A Esberard também fabricava as compoteiras em vidro colorido, assim como conjuntos de pratos, sobremesa e toda variedade de peças no assim dito vidrão. A fábrica de vidros Esberard esteve ativa até cerca de 1940. Essas peças em carnival glass foram muito populares no inicio do sec. XX. Eram inclusive prêmios de quermesses e alegres substitutos eficazes para os cristais europeus de qualidade adquiridos por pessoas abastadas. Hoje conta com inúmeros colecionadores que chegam a pagar milhares de reais por peças que custavam apenas alguns réis no começo do século passado.