Sobre a Obra
MAQUINETA BELO ORATÓRIO DITO LAPINHA COM TRÊS IMAGENS SENDO CRISTO CRUCIFICADO, SANTA GERTRUDES E NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO. TRABALHO SETECENTISTA MINEIRO AS IMAGENS SÃO ENTALHADAS EM CALCITA. O ORATÓRIO É CONFECCIONADO EM MADEIRA RECORTADA E ENTALHADA APRESENTADO POLICROMIA E DOURAMENTO. MOLDURA FRONTAL COM FENDA PARA RECORTE DA CERCADURA. ANTEPARO DE VIDRO. POLICROMIA PREDOMINANTEMENTE EM AZUL E VERMELHO.POSSUI PINTURAS INTERNAS COM ROSAS DE MALABAR E NUVENS. MINAS GERAIS, SEC. XVIII. 47 CM DE ALTURA.NOTA: Os oratórios de lapinha são provenientes de Minas Gerais, notadamente essa arte floresceu na região de Ouro preto, Mariana e Santa Luzia. De acordo com o periódico especializado A Relíquia, no bojo da arte sacra brasileira, destacam-se os oratórios, objetos de fé, testemunhos do catolicismo, pelos quais se pode recompor a trajetória de nossa civilização. Através deles acompanha-se a imersão do fenômeno barroco na vida cotidiana do Brasil colonial. O oratório representava a ligação do homem com o divino. A origem do oratório remonta à Idade Média, época em que as famílias que não podiam construir capelas, representavam-nas através de um objeto. Para Angelo Araújo o oratório "reporta-se à edícula romana, morada dos deuses lares, e desde os primórdios do cristianismo são encontrados como objeto do culto aos mártires e santos. Ao longo de dois milênios, aparecem e ressurgem em todos os territórios da cristandade, consubstanciando estilos vigentes, tendências, influências e costumes de cada região. Os oratórios chegaram ao Brasil nos primeiros navios portugueses, como protetores daqueles intrépidos navegantes. Povoaram a cena doméstica, na cidade e no campo, das cozinhas aos quartos de dormir, das varandas às salas de jantar, dos salões as senzalas.