Sobre a Obra
PRATO COM FRUTOS SOBRE A MESA ESCOLA CARAVAGGESCA ROMANA - BARROCO ITALIANO PRINCIPIO DO SEC. XVII. IMPORTANTE PINTURA EM ÓLEO SOBRE TELA DE FEITIO OCTAGONAL. RETRATA PRATO COM FRUTOS DIVERSOS SOBRE MESA. ASSINADA COM MONOGRAMA F.C. DE ARTISTA NÃO IDENTIFICADO. MOLDURA ORIGINAL DECORARA EM OURO BRUNIDO. ITÁLIA, PRIMEIRA METADE DO SEC. XVII. 79 X 76 CM NOTA: O século XVII representou o triunfo das obras ditas Natureza Morta. Na verdade a expressão "natureza-morta" só surgiu a partir da natureza-morta francesa, que aparece em 1750 (na obra Lettre sur la peinture de um amador de Baillet de Saint Julien). Até aquele momento, o gênero pictórico em questão era indicado com um termo que significa "natureza silenciosa. Essa expressão indicava o caráter "imóvel" do sujeito representado, em oposição à representação da figura humana, que tinha que ser apreendida na mutabilidade da expressão. Apesar dos muitos estudos e debates, os estudiosos ainda não conseguiram estabelecer com certeza se as origens desse gênero residem na Itália ou no norte da Europa. Em apoio à origem italiana, o tema da existência de naturezas-mortas foi adicionado na era clássica, cuja tradição é assumida no período da Renascença, caracterizada por um forte impulso à investigação empírica da natureza e sua representação. A arte antiga conheceu um género pictórico semelhante à natureza morta moderna: temos os seus testemunhos tanto em fontes escritas como em algumas pinturas murais (sobretudo na região do Vesúvio) e em alguns dos mosaicos do chão que nos chegaram. Muito provavelmente a verdade é que este gênero não teve uma origem única, mas nasceu em diferentes situações e ambientes, aqueles onde a atenção dos artistas ao "natural" foi cada vez maior: Flandres (em particular Antuérpia) e os Norte da Itália. Essas duas grandes áreas, no entanto, são caracterizadas por trocas tão próximas e influências mútuas que é razoável pensar que as origens desse gênero estão precisamente nesse entrelaçamento de estímulos que se influenciam mutuamente. Mas é precisamente na região da Lombardia que aparecem os primeiros exemplos italianos de natureza morta na acepção do termo. São os pessêgos do milanês Ambrogio Figino na verdade a primeira natureza morta pura (totalmente livre de contextos figurativos de outro tipo), que antecipa alguns anos a famosa Fascella de Caravaggio. Entre a quarta e quinta década do século XVII, começa em curso em Roma (e além) a figura do pintor totalmente especializado em natureza morta A produção simplesmente se torna enorme e consequentemente, hoje as dificuldades de atribuição aumentam. Havia, no entanto, uma espécie de racionalização de composições que tendem a se dividir em exposições de flores (principalmente) e frutas. E depois em composições de tapetes, instrumentos musicais, armas, animais vivos e mortos. No começo da natureza-morta romana percebe-se que o arranjo composicional dos objetos segue uma regra elementar e arcaica (para dizer o mínimo). Vasos e potes, frutas e flores são alinhados em uma mesa simples. Como no caso desta bela pintura apregoada no lote aqui apresentado. Dessa forma aumenta a relevância dessa bela pintura anônima do começo dos anos 1600 que certamente é um exemplar que por si só sinaliza o inicio de um estilo pictórico.